Informes Técnicos


Diabetes

O crescente aumento da taxa de sobrepeso e obesidade é relevante para o aumento da prevalência do Diabetes mellitus. Resultados de diversos inquéritos populacionais mostram que a incidência de diabetes aumenta com a média do peso da população. Interessante notar que a incidência de obesidade em crianças abaixo de 12 anos de idade está se manifestando mais precocemente, até mesmo na adolescência.

No Brasil, tem-se observado um crescente número nas hospitalizações por diabetes em relação às demais patologias, que traduz o aumento na sua prevalência. Nas cidades das regiões Sul e Sudeste, consideradas de maior desenvolvimento econômico do país, apresentam maiores prevalências de Diabetes mellitus e de tolerância à glicose diminuída.

A qualidade da alimentação possui um papel importante no risco de desenvolvimento do Diabetes mellitus. Estudos prospectivos demonstram correlação positiva entre o consumo de gorduras saturadas (alta ingestão de carnes vermelhas, produtos lácteos integrais, embutidos) e os níveis de glicemia. O contrário foi observado com o consumo de ácidos graxos w-3 e fibras (alimentação rica em frutas, verduras, legumes e peixes).

A importância da prevenção primária deve ser enfatizada no controle do Diabetes mellitus. Há evidências de que mudanças de estilo de vida possam ocorrer com maior sucesso quanto mais precoce forem as intervenções, atuar beneficamente na qualidade de vida da população e na diminuição do risco em desenvolver doenças metabólicas. O Diabetes Tipo 1 (DM1) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. O Diabetes Tipo 2 (DM2) possui um fator hereditário maior do que no Tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. O DM2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o DM1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico.